O curso História do Movimento Negro no Brasil vai tratar ações de mulheres negras e homens negros, africanos e afro-descendentes ao longo de diferentes temporaliddes e contextos com foco na organização política e nas lutas empreendidas por essas populações em todas as regiões do páis. Ao longo das aulas, as e os cursistas terão a oportunidade de estudar a atuação política negra em longa duração e refletir sobre a importância dos negros para a ampliação dos direitos e as transformações políticas marcaram a história política do Brasil.
Curadoria, coordenação do projeto, coordenação pedagógica e execução do curso: Taina Silva Santos (ex -coordenadora educação e pesquisa da Casa Sueli Carneiro)
Gestão das operações: Maitê Freitas (ex- gerente de operações e de projetos)
Coordenação de gravação e edição: Luis Ludmer
Duração: 16 semanas distribuídas em 6 meses.
Metodologia: curso assíncrono e autoformativo.
Cada pessoa matriculada fará o curso de acordo com sua disponibilidade entre junho e dezembro de 2026.
O percurso formativo contará com a mediação de uma monitora, a ser contratada pela Casa Sueli Carneiro. A plataforma de curso de Casa Sueli Carneiro vai abrigar:
Carga horária e certificação: quem percorrer todo o percurso proposto, realizar a avaliação final e alcançar no mínimo 70% da pontuação total, receberá um certificado de 128 horas no mês de dezembro de 2026.
disponibilidade de 128 horas no período de 16 semanas (aproximadamente 8 horas por semana);
conexão à internet e 1 equipamento que permite assistir vídeos, ler arquivos em formato PDF, participar de fórum virtual no site da Casa Sueli Carneiro e receber mensagens pelo Telegram.
Público: público em geral que tenha interesse em ler, conhecer a produção intelectual negra.
Ativista desde 1951. Ele fez parte do Partido Comunista Brasileiro entre 1952 e 1965. Cursou Matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou da fundação do Centro de Estudos Afro-Asiáticos – o CEAA, uma organização que reuniu ativistas e intelectuais negros durante a ditadura militar no Brasil e é reconhecido pelo pionerismo na produção e conhecimento, pela importância na circulação das ideias sobre África e a realização de projetos para política externa entre o Brasil e os África. Yedo também foi militante do Movimento Negro Unificado.
Doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Educação pela mesma universidade. Especialista em História da África pelo Centro de Estudos Afro-Asiáticos (CEAA) da Universidade Candido Mendes (UCAM), e graduado em Educação Física e Desportos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi pesquisador do Centro de Estudos Afro-Asiáticos e do Centro de Estudos Afro-Brasileiros, ambos da UCAM. Desde 1999 é professor no Curso de Pós-Gradução em História da África e do Negro no Brasil do CEAA-UCAM. Tem experiência em pesquisa, ensino e extensão nas áreas de Educação, Ciências Sociais e História, atuando principalmente nos seguintes temas: História da África; Diáspora Africana nas Américas; Teoria Social e Estudos de Relações Raciais; Educação e Questão Racial no Brasil; Movimento Negro e Movimentos Sociais. Foi presidente do IPCN-Instituto de Pesquisas das Culturas Negras-RJ, e Diretor da ABPN-Associação Brasileira de Pesquisadores Negros. É Professor Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRRJ.
Historiadora com mestrado e doutorado em História Social pela USP. Pesquisa: escravidão nas Américas, História da África e História do Brasil. Professora de História da América na Universidade Federal Fluminense, colunista da DW Brasil. Autora dos livros: “Racismo brasileiro” (Todavia, 2023), “Juliano Moreira: um médico negro na fundação da psiquiatria brasileira” (Eduff, 2020) e “História do África e do Brasil Afrodescendente” (Pallas, 2017).
Mais informações: http://lattes.cnpq.br/9825396116792460
Historiador e professor da UFRJ que pesquisa a História do Movimento Negro no Brasil. Formado em História pela mesma universidade, mestre em Ciências Sociais pela UERJ; doutor em História pela UFF; pós-doutor em Educação e História pela Columbia University. É autor do livro dos O Mundo Negro: relações raciais e a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil (2013) e Paulo Silva: um contraponto nas relações raciais no Brasil. Organizou com Verena Alberti o livro Histórias do movimento negro no Brasil e outras obras importantes sobre educação, ensino de História e da cultura afro-brasileira. Ele também é filho de Amauri Mendes Pereira, um importante militante do movimento negro carioca.
Zélia Amador de Deus é fundadora do Centro de Estudos e de Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), artista e professora da Universidade Federal do Pará. Ela foi oradora na Conferência de Durban, é uma das principais referências do movimento de mulheres negras e do movimento negro no norte do Brasil. Zélia também atuou no movimento estudantil secundarista e é uma das fundadoras da chamada Frente de Ação Secundarista Paraense (Faspa), fundada em 1968. É licenciada em Letras pela Universidade Federal do Pará (1974), mestra em Linguística, Letras e Artes pela UFMG (2001) e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2008).