O povo brasileiro escolheu a democracia e a esperança nas urnas. Além de celebrar essa vitória importante e apoiar as instituições na transição de governo, precisamos nos dedicar a compreender camadas profundas do país onde milhões de pessoas votaram por um projeto racista, misógeno, promotor da morte. Estudar nossos clássicos, ler e ouvir autoras e autores negros, permite melhorar nossa leitura de Brasil para organizar a ação coletiva.
Pessoas negras que queiram ler e estimular a leitura da autoria negra para fortalecer suas comunidades.
16 semanas (12/10/23 a 02/02/24)
Curso autoformativo em que você pode organizar seus estudos de acordo com sua disponibilidade.
Na plataforma de cursos da Casa Sueli Carneiro, você terá acesso a:
Pelo Telegram, serão enviados desafios de aprendizagem e de multiplicação do conteúdo. Atender aos desafios não é obrigatório, mas seu engajamento pode levar livros para sua comunidade.
Quem percorrer todo o percurso proposto, realizar a avaliação final e alcançar no mínimo 70% da pontuação total, receberá um certificado de 128 horas.
Disponibilidade de 128 horas no período de 16 semanas (aproximadamente 8 horas por semana);
Conexão à internet que permita assistir vídeos, ler arquivos em formato PDF, participar de fórum virtual no site da Casa Sueli Carneiro e receber mensagens pelo Telegram.
Conceição Evaristo é escritora. Ficcionista e ensaísta. Graduada em Letras com ênfase em Literatura pela UFRJ; Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio, Doutora em Literatura Comparada pela UFF. Sua primeira publicação (1990) foi na série Cadernos Negros do grupo Quilombhoje. 7 livros publicados, entre eles o vencedor do Jabuti, Olhos D’água (2015), 5 deles traduzidos para o inglês, o francês, espanhol, árabe e eslovaco. Prêmio do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra; Prêmio Nicolás Guillén de Literatura pela Caribbean Philosophical Association; Prêmio Mestra das Periferias pelo Instituto Maria e João Aleixo, homenageada com a Ocupação Conceição Evaristo pelo Itaú Cultural. Escritora homenageada em diversas Feiras Literárias, a mãe de Ainá – sua especial menina – em 2019, teve 3 de seus 7 livros, aprovados no PNLD Nacional e também foi a escritora Homenageada da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo Itaú Social. Lançou as obras “Ponciá Vicêncio e Insubmissas lágrimas de mulheres, no Salão do Livro de Paris pela editora Anacaona; seu “Poemas da Recordação e Outros Movimentos” em edição bilíngue (Português/Francês) também no Salão do Livro de Paris e “Olhos D’água” em francês pela Editora Des Femmes. Foi homenageada pelo Prêmio Jabuti ainda em 2019 como personalidade literária. Em 2022, Conceição tomou posse da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência, na USP.
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1964), mestrado em Sociologia da Informação e Comunicação – Université de Paris IV (Paris-Sorbonne) (1967) e doutorado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e é Livre-Docente em Comunicação pela UFRJ. Atualmente é Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi Presidente da Fundação Biblioteca Nacional de 2005 a 2011, órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Possui cerca de 40 livros publicados nas áreas de Comunicação e Cultura. Ocupa a cadeira 33 na Academia de Letras da Bahia a partir de 31 de outubro de 2019.
Sueli Carneiro é filósofa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, coordenadora executiva de Geledés Instituto da Mulher Negra, editora do Portal Geledés; fellow da Ashoka Empreendedores Sociais desde 1992. Foi durante 7 anos articulista do jornal Correio Braziliense. É membro do Conselho Curador da Fundação Tide Setúbal, do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá para a Equidade Racial, do Conselho Deliberativo da Conectas Direitos Humanos e do Conselho Consultivo da Anistia Internacional Brasil. É ativista feminista e antirracista e autora de diversos artigos sobre as questões de gênero, raça e direitos humanos em publicações nacionais e internacionais. Sua publicação mais recente é Escritos de uma vida. Letramento, 2018.
Mulher negra e periférica, cria da BXD, educadora popular e militante de direitos humanos, raça e gênero.
Tem formação em pedagogia, é mobilizadora no Movimenta Caxias, articuladora do Odarah Missão e Cultura, coordenadora geral do coletivo de mulheres negras do CPX da Manguerinha e integrante da Coalizão Negra por Direitos.